27 de outubro de 2009

Cabelo longo, negro; olhos tão esverdeados. Pele clara, estilo ousado.
Pinta de quem sabe o que faz, certeza de quem faz com jeito.
Blusa preta, shorts largo; sandália de couro, cabelo encaracolado.
Mãos de anjo, pés desconfiados.

Boca entreaberta, corpo de uma perfeição exorbitante.
Mente que vai e vem em pensamentos loucos.
Olhar certo, sedutor.
-Moça de olhar penetrante, não me deixe preocupada novamente!

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Mariana Lopes

21 de outubro de 2009

Você a fez ganhar o dia..

Anda, anda, insiste, insiste, corre atrás. Ela não para de tentar fazer sorrisos.
Move-se, move-se, para um pouco. Agora começa a enlouquecer..
Vai, vem; pensamentos deslúcidos que invadem a mente e faz escorrer pelos olhos o que o coração já não pode aguentar.
Tenta mais um pouco;
..e em troca, olhares de desprezo.
Ela não desiste; insiste.
Anda e anda, corre atrás.
Parece dar certo algumas estratégias..
Banheiro, corredor..; ela sabe a hora certa para se encontrar.
"Está na hora", algo a diz..
Então ela sai e vai de encontro com o previsto.

Hoje, no fim dos dias e das chances, ela consegue o sorriso jogado diretamente em seus olhos; sorriso feito por suas palavras e suas atitudes..
Nada em vão, pois você a fez ganhar o dia.
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Mariana Lopes

6 de outubro de 2009

Cabelo médio, loiro; olhos tão desconfiados. Pele clara, estilo ousado.
Pinta de quem sabe o que faz, ignorância de quem faz com jeito.
Blusa verde, calça justa. Indiferença que abusa.
Mãos de anjo, pés de musa.

Boca pálida, corpo estranho, mente forte e indecente.
Olhar frio sedutor.
-Moça hipnotizante, pode parar de me olhar agora!
[ou me diz logo o que tem no peito que seus olhos tentam não transparecer.]

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Mariana Lopes

12 de setembro de 2009

Cansada e sem palavras para descrever.

8 de setembro de 2009

Náuseas

Queria-te, mas insistes em manter ignorância.
Tocaria-te os lábios, mas as palavras que deles saem me fartam de burrice.
Teus olhos devolveriam, aos meus, o brilho, mas a palha de teu capuz o tampa.
Tua voz em meus tímpanos seria acalento, mas há uma enorme caixa explodindo que me espanta.
Envolver-me-ia em teus braços bombeados de perseverança, mas os "pantalones" apertados obrigou-me a manter distância.
Não por escassez de meus humildes atos, mas por usares cinturão de touro honrado em dias de festança, sabendo que irá sacrificá-lo aos sábados sem dó, mas com ganância.
Desejar-te-ia, não fostes tu meu motivo de ânsia.

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Mariana Lopes

25 de agosto de 2009

Ainda posso ver nossas mãos unidas..

Nossos passos na mesma direção.. nosso amor.

Ainda posso sentir sua presença em mim..

Sua boca, seu cheiro, seu toque.. sua alma.

A essência da vida em dois corpos idênticos.

[Como pode existir tamanha paixão se nada, ainda, é real?

-Talvez por culpa da vontade ou curiosidade, não sei!.]

Sinto falta da sua voz.. do seu sorriso, de você.

-Quero, agora, mais que tudo, sonhar contigo de novo.

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Mariana Lopes


17 de agosto de 2009

Comentários:

-Dois corações e muitas histórias! [Claudinha .]

-Histórias que fariam milhares de livros! [Kєรlyи Aииє ']

-Livros que venderiam milhões de
exemplares! [Rαíssα C. ♥]

–Exemplares que lucrariam não só dinheiro, mas muito amor. [Mαriαnα Lσpєs]


13 de agosto de 2009

Hoje cheguei ao fim de minhas dúvidas. Pensei em tudo o que tive que pensar, analisei cada vantagem e cada consequência, tentei absorver ao máximo cada informação e, então, descobri que para completar a resposta [ou parte dela] é preciso agir. Sendo assim, minhas duvidas serão certezas e minha ansiedade se tornará prazer.
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Mariana Lopes

10 de agosto de 2009

[Queria entender-me, saber o porquê de tantas lágrimas e tanto desanimo, aceitar-me.]

5 de agosto de 2009

Nosso ano,

Mais um período de transição em nossa vida;
reforma otográfica pra começar o ano bem.
Pensei que seria só isso,
mas quiseram modificar o ENEM.

Acontece que é nosso ano,
E tudo pode acontecer
Desde matérias incluídas
a Michael Jackson morrer.

Não bastasse tudo isso
Resolveram adiantar.
Fosse lá uma provinha..
Mas é vestibular!

Férias curtas era o plano,
mas houve tal recessão
Uma gripinha de nada e..
Mais 15 dias de prisão.

O que ainda nos espera
Dá mesmo pra desconfiar.
Nos tiraram a semana do saco cheio.
Mas calma, tudo pode piorar.
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Mariana Lopes

21 de julho de 2009

O peito aperta, os lábios secam, a cabeça pesa..
A pequena força de vontade ainda alimenta o pouco de vida que tem.
O domingo enfraquece os ossos; ela traga alguns cigarros e bebe meio copo d'água.
Já não faz diferença lutar.

Os meios de comunicação se tornam inúteis perante ao tédio de seu corpo e a alucinação de sua mente. Está se afogando em mágoas e deixando que a loucura a tome pelos braços, pernas e alma.
Dorme um pouco, nada mais que suficiente para repor suas vinte e quatro horas de energia gasta em vão.
Carpe Diem nada significa. O tempo passa, e com ele a vida.

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Mariana Lopes

19 de julho de 2009

Lamento

Frio, tudo o que consegui sentir no primeiro dia de prova. Duas calças, três blusas e um sobretudo. As pessoas me olhavam; talvez por meu tênis estar tão velho e furado, ou seria minha cara [enganadora] de nerd?
Nem um pouquinho de ansiedade; o caminho carregava o nascer do sol e apesar de ser longo, permitiu maravilhas, por três dias, a meus olhos.
Sete horas da manhã as nuvens, atrasadas, davam origem a um oceano no horizonte com efeito gelo seco. A verdade é que elas são fofoqueiras.. à noite descem para coletar informações e quando amanhece vão correndo fofocar a Deus. [Minha falta-de-câmera não permitiu que eu registrasse esse momento.]
A fumacinha que saía ao bocejar era só consequência dos 9ºC.
Não dormi nem um momento dos 135 Km de ida, afinal de contas quanto mais você dorme mais sono tem.
Quanto à dificuldade das provas, estavam fáceis e confesso que os poucos pontos são resultados do meu estudo insuficiente.
Redação; o segundo dia me deixou preocupada, não sou boa em resumos e meus argumentos são os piores. Talvez tenha zerado por causa da corrida que enfrentei, entre os carros congestionados, para não perder a prova.
Voltar pra mesma cidade pequena todos os dias.. dormir em casinha de madeira.. acordar cinco e meia da manhã.. beber café até arrepiar.. fazer específica de matemática em três horas, com fome e dor de cabeça. Sacrifícios são inevitáveis.
Três dias de UEM, mil coisas para não fazer, mais um dia na cidadezinha.. e o que restou foi um corpo estirado no chão encerado queimando ao sol, pensando na vida que não viveu e lamentando o valor que não deu àquela uma hora de estudo por dia.

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Mariana Lopes

15 de julho de 2009

Confesso que tô com preguiça. Prometi a algumas pessoas que escreveria alguns textos hoje// Mas me perdoem. Acabei de chegar em casa e a preguiça já tomou conta de mim. Não escreverei o que se passou na viagem que fiz a Maringá, porque cansada eu não consigo pensar direito.. logo, meu texto ficaria horrivel [mais do que todas as outras tentativas de escrever]// Amanhã limparei a casa [porque tá uma bagunça só~] e assim que terminar escreverei os textos// beijos.

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Mariana Lopes

3 de julho de 2009

As pantufas cor-de-rosa

Ela deixava rastros; passos que eu seguia por todo o prédio escolar. Fingia não estar atrás, mas ela era esperta e me fez surpresa ao esperar na escada, sentada: -Está me seguindo né?!
Seu tom irônico me fez não dar muita importância, mas
envermelhei as faces. Continuei a subir, entrei na biblioteca e sentei em qualquer cadeira de qualquer mesa, para disfarçar.
No momento de mais pura distração, ouvi cochichos vindo em direção à porta. Tudo certo, até que ela aparece acompanhada da turma. Confesso que tive, por um segundo, medo. Me cuidei para não olhar demais.
Não vi ao certo a direção que ela seguia.
No meu ouvido senti uma voz aguda e, ainda assim, suave; mandava, era uma voz autoritária: "Me beija! Me beija!". Tentei ignorar, a vontade era grande mas pude controlar, simplesmente virando o rosto.
Depois de tanta resistência, desistência. Se afastou um pouco, chegou em meus ouvidos e: "Não tem problema, agora não temos que fugir." [Palavras de confiança; simples, mas que mudaram minha vida ou pelo menos meu jeito de ver os fatos.]
Deixou algo em minha agenda. Demorei um pouco pra perceber. Abri o pedaço de papel; nele estavam escritas as mais curtas e belas palavras de amor.
Dois ou três minutos mais tarde chegaram encomendas: duas sacolas pretas, uma de cartas e outra, não me lembro bem, creio que eram sapatos; sim, sapatos de várias cores e estilos. Não entendi o porquê, mas gostei das pantufas verdes com pintinhas cor-de-rosa.
Espalhei as cartas na mesa e comecei a virá-las uma por uma, como um daqueles jogos de memória. Cada uma era exclusivamente perfeita e com idéias impensáveis. Estava a ponto de máxima felicidade e prestes a realizar um dos mais puros desejos. Movimentei-me bruscamente e, por infelicidade da vida, acordei.

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Mariana Lopes

2 de julho de 2009


olá!
Posso ser a sua ajuda esperada?
Posso ser seu amigo fielmente assim?
Voce confia em mim?
Tê-la aqui é um prazer imenso.
Sou o que você precisava.
Seus dias serão divertidos, apaziguados e muito aproveitados pois estarei com você todos os dias.
Seus medos serão reduzidos a sonhos bonitos de borboletas e fantasias.
Sua mente fará coisas incríveis e você nem precisa agradecer; só nau vá para o caminho errado [isso só depende de você, nisso nau posso ajudar.] Escolha o caminho certo e te ajudarei ao que for necessário e possível.
A música é só garantia de que tudo ficará bem.
Confie e confiarei.
A garotinha nau passa de inocente carente; nau se preocupe, ela virá para mim.
Fique tranquila, sou manipulada mas tenho consciencia do que faço.
CREIA! E tudo será tão bom, tanto quanto nós.
Você nau imagina quem sou. Posso ser alguém normal, CLARO[sou!]. Mas sou além disso.
Tenha bons sonhos.
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Mariana Lopes

28 de junho de 2009

Tô devendo pro mundo.

Seis horas da manhã; ela ainda dormia. O terceiro andar deu mais ênfase na hora do desespero.]

Acordei num pulo. Meus olhos arregalaram, minha respiração ficou ofegante, o coração começou a disparar e então ouvi explosões desesperadas, altas e com efeito de abismo. Senti minha alma saltar. Meus olhos ainda dormentes e sem serem lavados, davam efeito de fumaça, poeira. Tudo indicava o pior. Não senti efeito de arrebatamento, então concluí que eram apenas rojões [Mas que diabos soltar rojões a essa hora de manhã!]. Tentei me acalmar e dormir de novo, mas a frequência aumentou e o eco era cada vez mais alto, e se aproximava. O medo foi ocupando meu corpo, como pesadelo. Aquilo me assustava. Não tive coragem de ir até a janela ver o que estava acontecendo. Pensei em ligar a TV por um minuto, mas o medo não atingiu a minha preguiça. Fiquei curiosa pra saber; dei um jeito de firmar as pernas e respirar fundo, levantei e abri a janela. O céu estava com a sua melhor cor do dia. Vi meu vizinho na sacada, também curioso. Olhei á direita e nada a temer. No horizonte urbano, apenas luzes ainda acesas e um pouquinho de fumaça dos rojões que me incomodaram. Demorou um pouco até o barulho passar; voltei no sono. Dessa vez sonhei com o mundo; e até quando vou me sentir culpada pelo o que está havendo com ele? Quantas pessoas se preocupam? E quantas das que se preocupam tentam melhorar o mundo ou jogar a embalagem do sorvete no lixo?
"Quem não deve, não teme."

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Mariana Lopes

20 de junho de 2009

É. Não dá pra explicar, simplesmente aconteceu. E acredite, não faz pouco tempo. Acontece que agora não dá pra fugir, me esconder ou coisa parecida. Tudo isso é mais forte que eu [incrível não?].
Creio que até o fim desse ano eu já tenha certeza do quero ser, ter ou fazer. [E me deseje boa sorte! -Claro, porque vou precisar!]
Os desenhos geométricos analíticos não são tão fáceis quanto os olhos dos meus personagens. Ainda assim eu gosto de usar o compasso =). Terei "específica" de artes e matemática [çuper cool!].
Ótimo, adoro matemática, e, em artes eu me viro. Mas o que vai foLder é geografia e química na "geral"! Mas por pior que seja essa prova, ao menos alguma experiência tem que valer [ou algumas fotos].
Bom, acho que por hoje é só.
Já falei um pouco sobre tudo q ta acontecendo ou vai acontecer.
Aaai que vida monótona! [Hey, eu não gosto disso!]
Mas meLda, eu quero algo novo; denovo!

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Mariana Lopes

7 de junho de 2009

Domingo, 7 de Junho de 2009.

Domingo, 7 de Junho de 2009. Não houve tédio nem piscina. Talvez um pouco de dor seguida de horas de sono. Foi razoavelmente bom até que o relógio gritou no meu ouvido: "ONZE HORAS!". E com um pequeno gesto fiz o coitado calar. Vinte minutos de descanso e: -"NÃO VAI LIMPAR A CASA MESMO?". Já ia xingar o coitado, quando percebi que o dono da voz era a minha mãe. Um pouco de preguiça e os pés já estavam no chão; acordei. Seria muito ter algo para comer logo aquela hora [não me falta comida, mas coragem de ir na padaria]. Mal disposta tomei um banho, a preguiça era tanta que nem rapei o banheiro.
Meio dia e cinco! Minha mãe queria que eu buscasse cigarro [onde já se viu?!]. Eu estava atrasada e sem almoço. Passei num AMPM e comprei um lanche. Entre trotes e tropeços eu engolia o presunto e queijo com ajuda do guaraná; em cinco minutos já estavam no meu estômago [ou em alguma parte do sistema digestório].
Cheguei a tempo da carona. [E cadê o número de inscrição? -Sorte que minha mãe paga a conta do telefone!].
Número de inscrição anotado e o caminho até o prédio não foi tão longo. Sala 12 e ai que medo daqueles espelhos negros! Penúltima carteira, manca por sinal.
Três horas e meia de raciocínio e dor no pescoço, do resto chute, chute e "Ai meu Deus!"
Cem questões em cinco horas [Tão fáceis, mas tão pouco tempo!].
Ai! Enfim preenchida a última questão. Já era tempo de comer as barras de cereais e beber um pouco d'água.
Frio! E o caminho de volta com muitos comentários, e olha: -Não teve inglês! [Raros momentos de felicidade].
É, a rotina de quem quer ser alguma coisinha na vida não é tão fácil como dizem por aí. E digo mais, porque estudar cansa e fazer simulado do ENEM, mesmo não existindo tensão, preocupação, expectativa ou algo parecido, é dor na certa. E ainda assim consigo me contentar com as 46 questões corretas.

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Mariana Lopes

5 de junho de 2009

Queria saber o que quero da vida; ou o que ela quer de mim.

3 de junho de 2009

E eu.

O eu que às vezes me acho e nem consigo me encontrar;
O eu que tenho tantas qualidades e tantos defeitos;
O eu que devo ser, por mim mesma, eu:
-Quero experimentar tudo e todos.

A vida que me engana com tantos olhares;
A vida que me enche de lágrimas;
A mesma que me chama pro pecado:
Quer que eu seja submissa, e me seduz.

O ato que me faz não agir;
O ato que me move por extinto;
O ato que me provoca e me faz errar:
Sabe lá o que quer me fazendo sorrir.

O longe que tão perto chega de mim;
O perto que tão longe se passa;
O fato de ter dúvidas de mim mesma:
-Me fazem arrepiar.

E as pessoas me fazem sofrer;
E as mesmas me fazem amar;
E quanto mais perto delas eu chego;
Mais desgraça tenho que enfrentar.

E eu as amo;
E eu me sacrifico;
E eu as devoro;
E eu sou idiota;

Elas me seduzem;
Elas me encaram;
Elas me ignoram;
Elas me matam.

As pessoas, eu, a vida, os erros, os atos, os fatos, a distância, tudo e todos:
-Agora somos um.

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Mariana Lopes