Não há ser que passe despercebido pela alma de um poeta. Não há o que não seja notado por seus olhos curiosos, por sua mente maquinaria ou por seu coração de manteiga.
Poeta não ama, só admira demais. [E ai como exagero ao dizer "demais"!]
A felicidade de um poeta é ter em mãos um lápis e um pedaço qualquer de papel, colocar em palavras o que sente ou vê.
Não ouse se aproximar demais de um poeta! Você pode achar que é amor, mas ele simplesmente quer decifrar seus sentimentos, segredos e afins. Poeta é, definitivamente, curioso.
Poeta observa a vida, as pessoas e o que há de mais interessante nelas.
Poeta tem consciência pesada, ansiedade, vontade de descobrir logo o segredo alheio e compará-los aos seus. Poeta fica em estado vegetativo durante horas só para observar. Poeta admira!
-Quero olhar para teus olhos até que minha vida retorne.
Poeta tem vontade de mostrar um pouco de si e esconder que é poeta. Poeta quer atençao!
-É você que eu quero, e é você que eu vou ter.
Poeta tem um quê egoista e "um outro quê" solidário.
Poeta gosta de saber que outras pessoas gostam das mesmas coisas que ele. Poeta é, pra toda vida, amador! Poeta sente muita e muita dor, nada de amor.
-Admira, admiro..
-Corre poeta, corre atrás de seus ideais, ídolos, coisas ilegais.
-Ama poeta, ama! Tente não ser tão forte assim.
-E ama poeta, amo!
O que admira, poeta, pode não ser para sempre; e há certeza que ficará guardado em seus sonhos.
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Mariana Lopes